O que é o bullying?

O bullying corresponde a situações que implicam a intenção de prejudicar a vítima, repetição de um comportamento abusivo durante um período de tempo e um desequilíbrio de poder entre a vítima e o agressor.

O que é o cyberbullying?

O cyberbullying corresponde a  um acto de agressão intencional, realizado repetidamente ou durante um período de tempo por um grupo ou indivíduo, utilizando formas de contacto eletrónicas, contra alguém que não consegue defender-se facilmente.

Terminologia relacionada com o cyberbullying

Meios (Cp. Smith et al, 2008):

SMS: enviar ou receber mensagens de texto abusivas através do telemóvel.

MMS: tirar, enviar ou receber fotos e/ou vídeos desagradáveis utilizando os telemóveis

(ex. happy slapping).

Telefonemas: fazer ou receber telefonemas perturbadores (ex. comunicar brincadeiras maliciosas).

Correio eletrónico: mensagens de correio eletrónico maliciosas ou ameaçadoras enviadas diretamente para a vítima, ou sobre a vítima para terceiros.

Salas de conversação: Intimidação ou abuso aquando da participação em salas de conversação

Mensagens Instantâneas: Mensagens instantâneas abusivas (MSN, Yahoo, AIM etc.).

– Páginas da Internet: Onde são revelados detalhes secretos ou pessoais de uma forma abusiva, ou onde são partilhados comentários maliciosos e desagradáveis. Pode também envolver a divulgação, numa página da Internet, de fotos ou vídeos humilhantes ou a colocação de pesquisas degradantes.

Comportamentos (Cp. Willard, 2007):

Manifestar ódio (Flaming): brigas online utilizando mensagens electrónicas com uma linguagem vulgar e de inimizade.

Assédio (Harassment): Enviar repetidamente mensagens maliciosas, mesquinhas e insultuosas.

Denegrição (Denigration): “Dizer mal” de alguém online. Enviar ou colocar online boatos ou rumores sobre uma pessoa para prejudicar a sua reputação ou amizades.

Dissimulação (Impersonation): Fingir ser uma outra pessoa e enviar ou colocar online material que faça com que essa pessoa arranje problemas, fique em perigo ou prejudique a sua reputação ou amizades.

Revelar (Outing): Partilhar online os segredos ou informações embaraçosas ou imagens de alguém.

Enganar (Trickery): Convencer alguém a revelar segredos ou informação embaraçosa e depois partilhá-la online.

Exclusão (Exclusion): Excluir alguém de forma intencional e cruel de um grupo online.

Ciberperseguição (Ciberstalking): Assédio repetido e intenso e denegrição, que pode incluir ameaças ou criar medos intensos.

(in http://www.cybertraining-project.org/book/pt/page.php, consultado em 10-4-2013)

Um artigo que deves ler de Paulo Farinha … Isto não é o que parece

O teu namorado de 16 anos não é nervoso, é uma besta

Enviar-te 35 mensagens durante o dia a dizer que te ama e a perguntar onde estás não é uma prova de amor. É uma prova de que ele é um controlador e que, se tu deixas que ele o faça e não pões um travão a tempo, a coisa só vai ter tendência para piorar ainda mais.

Fazer-te perguntas sobre dinheiro não é indício de estar atento aos tempos difíceis em que vivemos, e reflexo de uma educação de poupança. Falar muitas vezes disso indica, isso sim, que um dia ele vai querer controlar o teu dinheiro. Aliás, se dependesse dele, era ele que geria já a tua mesada. Quanto gastas. Quando gastas. Em que gastas. Quando deres por ti, estarás a pedir-lhe autorização para comprar coisas para ti.

Pedir a password do teu e-mail ou da tua conta de Facebook não é sinal de que vocês nada têm a esconder um do outro. Não é sinal de que, entre vocês, tudo é um livro aberto. Mesmo que ele insista em dar-te a password dele. Isso é um sinal de desconfiança permanente. E um passo grande para o fim da tua privacidade. Sabes o que é privacidade, certo? É uma zona tua, onde mais ninguém entra. A não ser que tu queiras.

Os comentários sobre a roupa que usas ou o novo corte de cabelo não revelam um ciuminho saudável. Revelam que é ciumento. Ponto. Pouco lhe importa se tu gostas daquele top, daqueles calções ou daquelas calças apertadas. Entre os argumentos usados, talvez ele diga que já não precisas de te vestir assim, porque isso atrai a atenção de outros rapazes e tu já tens namorado. Se não fores capaz de lhe dizer, na altura, que te vestes assim porque te apetece, não para lhe agradar, pensa que este é o mesmo princípio que leva muitas sociedades a obrigar as mulheres a usar burka… Não é exagero. Controlar o que tu vestes é exatamente a mesma coisa.

Perguntar-te a toda a hora quem é que te telefonou ou ver o teu telemóvel, à procura das chamadas feitas e atendidas e das mensagens enviadas e recebidas não é um reflexo de pequeno ciúme. É um sinal de grande insegurança. Faças tu o que fizeres, dês tu as provas de amor que deres (na tua idade, o amor ainda tem muito para rolar, mas tu perceberás isso com o tempo), ele sentirá sempre que é pouco. E vai querer mais, e mais. E tu terás cada vez menos e menos.

Apertar-te o braço com mais força num dia em que se chatearam e lhe passou qualquer coisa má pela cabeça não é um caso isolado e uma coisa que devas minimizar porque ele estava nervoso. Aconteceu daquela vez e é muito, muito, muito provável que volte a acontecer. Um dia ele estará mais nervoso. E a marca no teu braço será maior. E mesmo que ele «nunca tenha encostado um dedo» em ti, a violência psicológica pode ser tão ou mais grave do que a física.

Gostar de ti mas não gostar de estar com os teus amigos não é amor. É controlo. E é errado. O isolamento social é terrível. Continuar a telefonar-te insistentemente depois de tu teres dito que queres acabar a relação, ou encher-te o telemóvel com mensagens a pregar o amor eterno, não significa que ele esteja a sofrer muito. Significa, sim, uma frustração em lidar com a rejeição. E se pensares em voltar para ele, pensa que da próxima vez que isso acontecer ele vai telefonar-te mais vezes. E enviar-te mais mensagens.

Guardares estas coisas para ti não é um sintoma da tua timidez. Não quer dizer que sejas reservada. É uma estratégia de defesa tua. E um pouco de vergonha, à mistura, não é? E que tal partilhares isso? Ficarias espantada com a quantidade de amigas tuas que passam por situações semelhantes.

In http://www.dn.pt/revistas/nm/interior.aspx?content_id=3275583&fb_action_ids=10200759452743451&fb_action_types=og.likes&fb_source=aggregation&fb_aggregation_id=288381481237582, consultado em 24-01-14

 

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