Preocupas-te com a tua linha?

Altos, baixos, trinca-espinhas, bolinhas e assim-assim…
Mais esticados, menos esticados, mais redondos, menos redondos.
Uns a crescer cedo, outros mais tarde. É normal. Mas o que importa é aprenderes a gostar do teu próprio corpo.
A beleza? Essa varia com a moda.
De qualquer forma, se te achares muito pesado(a) ou muito magro (a), muito baixo (a) ou muito alto (a), conversa com o teu médico. Também sabes que podes sempre contar com os elementos das equipas do CAA e do GASA.
Aprende a viver bem com o teu corpo.
(Adaptado de “Os Top + da Saúde, DGS)

Não te esqueças que podes ajudar a moldar o teu corpo (in Agenda 2001 - Amar Amar Perdidamente; Amar Amar Seguramente)

A velocidade com que ingerimos os alimentos tem influência no peso corporal e comer devagar tem resultados equiparáveis aos de uma cirurgia bariátrica, revela um estudo realizado por uma investigadora portuguesa que ganhou um prémio internacional.

A investigação premiada de Júlia Galhardo durou um ano e teve por base 500 jovens obesos que estavam a ser acompanhados no Hospital Pediátrico de Bristol, em Inglaterra, com o objetivo de estudar as hormonas que estão relacionadas com os hábitos alimentares.

São duas hormonas do sistema digestivo que circulam no sangue: a grelina, segregada pelo estômago e que induz a sensação de fome e o peptídeo tirosina-tirosina (PYY), segregado pelo intestino e que dá a sensação de saciedade.

Os jovens foram divididos em dois grupos e a um foi dada uma balança computorizada na qual colocavam o prato com os alimentos do almoço e do jantar e que media a velocidade a que comiam, sendo que o ritmo pré-formatado era de cerca de 300-350 gramas em 12-15 minutos.

Caso a velocidade fosse superior, o computador dizia para comerem mais devagar.

Ao segundo grupo (de controlo) foi apenas fornecido aconselhamento dietético e físico.

“Passados esses doze meses fomos ver o índice de massa corporal (IMC) do grupo de controlo e do grupo estudado e o grupo relacionado com a balança tinha uma diminuição do índice de massa corporal significativamente superior à do grupo de controlo. Isto deixou-nos muito contentes porque era uma forma barata e acessível de todos diminuírem o peso”, revelou à agência Lusa a investigadora principal.

Júlia Galhardo apontou que é do senso comum que comer devagar faz com que se fique saciado mais depressa e não se ganhe peso, mas que ninguém tinha antes estudado o que acontecia a nível hormonal.

“No fundo há uma comunicação entre o aparelho digestivo e o cérebro, em que o aparelho digestivo diz: ‘estamos com fome, venha daí comida’. Depois de estarmos a comer, ele diz: ‘já chega, já estamos saciados, não é preciso vir mais comida'”, explicou a investigadora.

De acordo com Júlia Galhardo, quando as crianças e os adolescentes comiam de forma lenta, as hormonas que regulam a fome e a saciedade, e que tinham estado totalmente alteradas pelos maus hábitos alimentares, ficaram novamente reguladas, regularizando também a comunicação entre o sistema digestivo e o cérebro.

Era do senso comum que comendo mais devagar as pessoas ficavam mais saciados e perdiam peso.

Porém, sublinhou Júlia Galhardo, “ninguém foi estudar o que é que acontecia a nível hormonal e ao nível fisiológico e nunca ninguém tinha ido estudar a possibilidade de reajustar esta comunicação entre o sistema digestivo e o cérebro” através da redução da velocidade de ingestão.

De acordo com a investigadora, o trabalho mostrou que tornar o processo de ingestão de alimentos mais lento tem resultados comparáveis aos das cirurgias bariátricas, ou seja, cirurgias realizadas em pessoas com um elevado nível de obesidade e que normalmente serve para reduzir o tamanho do estômago.

Segundo Júlia Galhardo, nunca se deve perder menos de trinta minutos a comer, tendo em conta que cada uma das refeições deve incluir uma sopa de legumes e um prato principal.

A investigadora espera que esta descoberta seja divulgada nos centros de saúde, campanhas de esclarecimento ou mesmo nos estabelecimentos de ensino, lembrando que este é um caso de saúde pública.

Júlia Galhardo foi premiada este ano com o Henning Andersen da Sociedade Europeia de Endocrinologia pediátrica

(Portuguesa premiada por hábitos alimentares, In Diário de Notícias – 03/01/12)

As vantagens de tomar pequeno-almoço

Existe a noção generalizada de que é importante tomar o pequeno-almoço diariamente. Trata-se de uma opinião antiga que era muitas vezes propalada por profissionais de saúde de modo empírico, ou seja, ainda sem a confirmação científica da sua veracidade. No entanto, é interessante verificarmos que essa ideia ancestral tem, efetivamente, razão de ser. São já vários os estudos onde se demonstram os benefícios de tomar o pequeno-almoço diariamente e, por outro lado, sabemos que existe uma percentagem de pessoas que omite esta refeição e sabemos também que parte dessas pessoas são crianças e adolescentes. A questão a que tentaremos responder é quais são os benefícios de tomar o pequeno-almoço e, por outro lado, qual é a sua composição em alimentos que parece mais adequada.

Os benefícios foram demonstrados essencialmente a três níveis. Em primeiro lugar, aqueles que tomam pequeno-almoço são menos obesos que os que não o tomam. Pode parecer paradoxal que alguém que inclui mais uma refeição ao longo do dia possa ser mais pesado que quem o não faz, mas a realidade mostra precisamente isso. Não será demais relembrar aqui o problema da obesidade e das suas nefastas consequências, sobretudo em crianças.

Depois, também sabemos que quem toma o pequeno-almoço tem normalmente uma alimentação mais equilibrada ao longo do dia. Ou seja, aqueles alimentos que costumamos consumir na primeira refeição do dia contribuem para que o total do nosso dia alimentar seja mais correto.

Em terceiro lugar, existem dados muito interessante que mostram que as crianças que tomam todos os dias o seu pequeno-almoço apresentam melhor rendimento escolar do que aquelas que omitem esta refeição e vão para a escola sem comer.

Artigo de Nuno Borges, nutricionista

(Podes consultar a notícia completa em: http://lifestyle.publico.pt/nutricao/298910_as-vantagens-de-tomar-pequeno-almoco)

Ser ou não ser vegetariano, eis a questão

Embora a expressão vegetarianismo seja relativamente recente, a rejeição de alguns ou todos os alimentos animais não é um fenómeno contemporâneo. Ao longo da história da Humanidade, vários grupos populacionais optaram por não comer carne, frequentemente em contextos de ideologias específicas, em particular por razões religiosas, o que se mantém atualmente.

Os padrões alimentares dos vegetarianos podem variar consideravelmente. Vão desde a exclusão de todos os alimentos de origem animal (padrão vegan), à inclusão de alguns destes alimentos, nomeadamente os produtos lácteos (padrão lacto-vegetariano) ou ainda os ovos (padrão ovo-lacto-vegetariano).

Para além destas restrições alimentares, outras características relacionadas com o estilo de vida parecem associar-se ao vegetarianismo como, por exemplo, não fumar, praticar exercício físico regularmente, evitar usar medicamentos, rejeitar produtos testados em animais ou optar por terapias alternativas à medicina moderna. Este estilo de vida, frequentemente mais saudável, dificulta por vezes a identificação de eventuais diferenças no padrão de doenças entre vegetarianos e não vegetarianos, devidas especificamente ao estilo alimentar.

Não obstante, os padrões alimentares vegetarianos parecem oferecer vantagens para a saúde por tenderem a incluir pequenas quantidades de gordura saturada, colesterol, proteína animal e elevados teores de fibra, magnésio, folato, vitaminas C e E, carotenóides e fitoquímicos. Alguns vegans podem apresentar contudo, ingestão inferior à recomendada de vitamina B12, vitamina D, cálcio, ferro, zinco, iodo e, eventualmente riboflavina.

A alimentação vegetariana tem sido associada a uma redução de alguns fatores de risco para doença cardiovascular, como perfil lipídico mais favorável, índice de massa corporal mais baixo e pressão arterial inferior. No entanto, alguns estudos sugerem que alguns vegetarianos (sobretudo os vegans) podem apresentar níveis plasmáticos aumentados de homocisteína, um fator de risco emergente para doença cardiovascular, provavelmente associado à menor ingestão de vitamina B12.

Uma ingestão elevada de alimentos vegetais tem sido relacionado com uma redução do risco de determinados cancros, embora não haja diferenças significativas na incidência de cancro e mortalidade, entre vegetarianos e não vegetarianos. Vários estudos apontam para um aumento de risco de cancro colo-rectal nos indivíduos com elevada ingestão de carne e baixa ingestão de fibra, não havendo contudo evidência consistente que mostre que o vegetarianismo, por si só, proteja contra o cancro colo-rectal.

Não devemos esquecer que, independentemente do grau de exclusão de alimentos animais da alimentação, os planos alimentares vegetarianos, para serem nutricionalmente adequados e saudáveis, devem ser devidamente estruturados.

(artigo de Patrícia Padrão, nutricionista e professora na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, disponivel em: http://lifestyle.publico.pt/nutricao/299377_ser-ou-nao-ser-vegetariano-eis-a-questao/-1)

Hábitos saudáveis

Comer saudavelmente: só o essencial e necessário

A dieta é um componente fundamental nos cuidados a ter com o corpo.

Peixes, frutas, verduras… têm os compostos essenciais para prevenir doenças e manter corpo e mente jovens e ativos.

O dito popular que assegura que “somos o que comemos” não podia estar mais correto. Os alimentos que ingerimos são transformados em energia para manter a estrutura corporal, pelo que a sua qualidade se reflete na eficiência com que o nosso organismo funciona.

Uma dieta saudável previne o aparecimento de cancro e doenças cardiovasculares, sendo, portanto, importante ter em atenção o que se come.

Estudos realizados nos últimos anos demonstraram que os ácidos gordos ómega 3, frequentes em alimentos como o salmão, peixes azuis, nozes e kiwi, têm efeitos especialmente positivos no funcionamento da mente (e do corpo em geral). Esses estudos, realizados em roedores, revelaram que estes ácidos promovem a conexão entre os neurónios do cérebro e melhoram as capacidades para a aprendizagem e a memória. Assim, os cientistas defendem que uma dieta rica nestes compostos pode auxiliar na prevenção de doenças como depressão, Alzheimer e demência.

Por outro lado as gorduras denominadas “trans”, muito frequentes na padaria industrial, fritos, alimentos pré-cozinhados e na denominada “comida de plástico”, afetam negativamente o funcionamento do cérebro, uma vez que dificultam a conexão dos neurónios.

O excesso de gorduras e glícidos (açúcares) deste tipo de comida pode levar o corpo a tornar-se insensível à insulina – hormona que funciona como sinal para que as células recolham os alimentos do sangue e os processem para que se convertam em energia. Consequentemente as células perdem a capacidade para levar a cabo as suas funções, surgindo défices cognitivos, especialmente na aprendizagem e na memória.

Este não é o único efeito negativo… Estas comidas conduzem à obesidade, um fator de risco comprovado em muitos cancros, diabetes e doenças cardiovasculares, sendo ainda excessivamente calóricas. O excesso de calorias faz com que as células tenham mais trabalho, o que provoca o seu envelhecimento.

Outra lição importante para uma alimentação saudável consiste em saber que “menos é mais”, ou seja a diminuição da ingestão calórica permite viver mais tempo.

[texto adaptado de: Ulloa, A. (org). (2011). Viver mais, viver melhor: imunologia e farmacologia. Nós e a Ciência 7, p. 30-31. Portugal: Planeta DeAgostini.]

One response »

  1. Brígida Caiado diz:

    Antes de mais parabéns pelo site. Penso que é algo importante, uma vez que ainda existe muita vergonha e tabus para abordar estes assuntos pessoalmente.
    Gostaria apenas de propor que fosse deixada, por exemplo neste separador da alimentação, uma proposta de dieta saudável, para aqueles e aquelas que querem perder mais uns quilinhos.
    Às vezes, nós adolescentes procuramos essas dietas na internet, mas nem sempre elas são credíveis ou saudáveis. E muitas vezes, não sabemos se à hora do lanche é preferível comer uma tosta mista ou um queque, etc. A questão da fruta e da variedade alimentar, isso todos sabemos e existe muito na internet. O problema é quando chega a hora do lanche e nós temos fome: uma fruta não nos satisfaz, coloca-se a questão: o que comer? o que engorda menos? o que é menos saudável?

    Deixo portanto a minha sugestão e uma vez mais parabéns pelo site.

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