Sexualidade e reprodução têm o mesmo significado?

Não, trata-se de dois conceitos diferentes.
A sexualidade é uma parte integrante da personalidade do indivíduo que se desenvolve progressivamente ao longo de toda a sua vida. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a sexualidade é “uma energia que nos motiva a procurar amor, contacto, ternura e intimidade; que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual; ela influencia pensamentos, sentimentos, ações e interações e por isso influencia a nossa saúde física e mental.”
A sexualidade deve ser:
– uma fonte de comunicação e prazer.
– uma forma de expressar a afetividade.
– uma maneira de se descobrir a si mesmo e ao outro.
A sexualidade pode ser:
– uma atividade reprodutora quando livre e, responsavelmente, assim se deseje.

Relacionarmo-nos, comunicarmos, trocar afetos, carinhos e prazer é importante e maravilhoso. Ter um filho também o é. Mas… o que desejamos e quando? Estas são as verdadeiras questões!

No ser humano, os processos reprodutivos possuem uma dimensão social muito importante, interferindo significativamente na qualidade de vida das populações.

O que significa planear a natalidade?

Significa poder decidir livremente o número de filhos e o momento em que queremos tê-los.

O que é a contraceção?

Consiste na prevenção voluntária da gravidez, existindo vários métodos contracetivos. Alguns deles modificam o normal funcionamento das gónadas (ovários e testículos), evitando a gametogénese (formação de gâmetas), outros impossibilitam o encontro entre o espermatozoide e o oócito II e consequente fecundação, e outros impedem a nidação do embrião.

Com que idade deve começar o uso dos contracetivos?

Não podemos falar de uma idade determinada, da mesma maneira que não existe uma idade para o início das relações sexuais.

O que devemos saber é que uma única relação coital pode produzir uma gravidez se não utilizámos nenhum método para impedi-la. Portanto, é necessário utilizar algum método contracetivo desde a primeira relação coital, a não ser que queiramos ter um filho.

No entanto, existem muitos fatores a ter em conta para decidir qual é o método contracetivo mais adequado. A frequência das relações e a idade são, por exemplo, alguns dos fatores a ter em conta.

Se tens dúvidas podes perguntar aos teus pais, alguns professores (as) dar-te-ão respostas úteis, no CAA, no GASA, no centro de saúde, no IPJ também podes encontrar uma pessoa adulta e amiga a quem podes pôr questões. Tens que ter cuidado, porque, por vezes há pessoas que afirmam saber muito sobre sexo, mas podem dizer-te coisas que não são verdadeiras.

Se não dispões de nenhum método contracetivo, podes comunicar afeição e prazer através do “petting”.

O que significa fazer “petting”?

Fazer “petting” é trocar carícias, afeição e prazer. E não são apenas os órgãos genitais que podem proporcionar prazer. Existem mil e uma partes do corpo sensíveis e agradáveis ao toque, são as chamadas zonas erógenas.

Quando se fala de relações sexuais pensa-se sempre no coito, porque é o meio que possibilita a reprodução. Fazer “petting” não implica que tenha que haver necessariamente penetração. Assim uma maneira de desfrutar da sexualidade, sem risco de que se possa produzir uma gravidez ou contrair uma IST/DST, é fazer amor através de carícias.

Qual é o melhor método contracetivo?

Não existe nenhum método contracetivo perfeito. Todos têm as suas vantagens e inconvenientes.

Quando os jovens iniciam a sua vida sexual é fundamental pensar na contraceção. Mesmo que tenham contatos íntimos sem penetração podem engravidar, por isso é fundamental tomar a pílula ou usar outro método contracetivo. Mas não chega. O preservativo também é obrigatório, porque é a única forma de evitar o contágio de infeções sexualmente transmissíveis (IST). SIDA, hepatite, herpes genital, gonorreia, sífilis, entre outras, são IST muito perigosas, podendo mesmo ser fatais.

Os métodos contracetivos mais vulgares são:

– o preservativo (masculino e feminino)

– a pílula

– o implante

– o anel vaginal

– o dispositivo/sistema intrauterino (DIU/SIU)

– o diafragma

Para obteres informações mais detalhadas podes consultar os sítios: http://www.apf.pt/?area=001&mid=002&sid=005    e http://ensina.rtp.pt/artigo/a-pilula/

O que devemos saber sobre o preservativo?

Os preservativos (masculino e feminino) constituem um dos principais métodos de barreira que, para além de serem um método contracetivo, conferem proteção contra infeções sexualmente transmissíveis.

O preservativo masculino é uma fina membrana, normalmente, feita de latex, que deve ser colocada no pénis assim que este fica ereto, antes da penetração. Após a ejaculação, deve ser retirado com cuidado e é utilizado uma única vez.

O preservativo feminino consiste numa membrana de poliuretano ou latex, que se ajusta à vagina. É lubricado e tem um anel em cada extremidade ou uma esponja flexível do lado fechado. Tal como o preservativo masculino, deve ser usado um novo preservativo por cada relação sexual.

O que é a pílula do dia seguinte?

É um progestativo oral, que pode ser usado após uma relação sexual, constituindo um recurso no caso de um acidente contracetivo (rotura do preservativo ou do diafragma, por exemplo) ou em casos de violação. Não é um método contracetivo de uso regular, mas sim um recurso.

O aborto é um método contracetivo?

Por vezes, a gestação não chega ao seu termo. Quando isso acontece, diz-se que ocorreu um aborto. O aborto pode ser natural ou voluntário, mas em qualquer dos casos não constitui um método contracetivo.

O aborto natural ou espontâneo, é um processo involuntário e bastante comum. Uma em cada três mulheres grávidas aborta espontaneamente, muitas vezes antes ainda de se aperceber que está grávida.

O aborto supõe uma agressão ao corpo da mulher. Realizado com controlo médico oferece um risco mínimo. A interrupção voluntária pode fazer-se através de uma intervenção cirúrgica ou recorrendo à pílula abortiva.

Apesar de estar legalizado, é preciso evitar o aborto e uma das maneiras de o fazer é utilizar um método contracetivo seguro e não prejudicial.

O que são e como se utilizam as consultas de planeamento familiar?

Se quiseres ir a uma consulta de planeamento familiar podes consultar o teu médico ou a tua médica de família no centro de saúde da tua área de residência.

O que é a homossexualidade?

Tal como a heterossexualidade e a bissexualidade, a homossexualidade é uma orientação sexual e significa que um indivíduo sente atração física, psicológica e emocional por outro indivíduo do mesmo sexo.

Tal como os heterossexuais (que sentem atração física, psicológica e emocional por outro indivíduo do sexo oposto), também os homossexuais se apaixonam e  amam profundamente alguém.

Geralmente, as mulheres homossexuais são denominadas lésbicas, enquanto os homens são denominados gays.

O que é a bissexualidade?

É a orientação sexual das pessoas que sentem atração física, psicológica e emocional tanto por pessoas do sexo feminino como do sexo masculino.

O que é a homofobia?

Entende-se por homofobia o desprezo e o medo pelos homossexuais.

O que é o heterossexismo?

Heterossexismo corresponde ao sistema ideológico que assume a heterossexualidade como superior, promovendo a opressão, a negação e a discriminação de pessoas de orientação sexual diferente da heterossexual.

A homossexualidade e a bissexualidade são opções?

Não. Ninguém escolhe a sua orientação sexual, ela existe sem que sobre ela tenhamos controlo direto. Acredita-se que a orientação sexual possa ser resultado de fatores biológicos e ambientais.

O que é o transgenerismo?

O transgenerismo consiste no quebrar de regras sociais que ditam a forma como cada sexo se deve portar. É independente da orientação sexual e é utilizado, por alguns, para incluir transexuais, travestis, transformistas, andróginos e intersexuais num só termo.

O que é a transexualidade?

A transexualidade existe quando um indivíduo não se identifica com o seu sexo biológico. A transexualidade é uma questão de identidade de género e não de orientação sexual. Os transexuais podem ser heterossexuais, bissexuais ou homossexuais.

Geralmente os transexuais gostam de ser tratados pelo género a que sentem pertencer e não de acordo com o seu sexo biológico.

In Rede Ex Aequo (2008). Projeto Educação LGBT – Perguntas e Respostas sobre Orientação Sexual e Identidade de Género. Lisboa: SocTip. S.A. (consultado em 14 e 15-05-2013)

Para responder a algumas dúvidas e/ou questões pode consultar: https://www.rea.pt/questoes/ ; https://www.rea.pt/glossario-lgbt/

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